Castro do Cabeço

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Povoado Fortificado

Localização: Granja, na Serra do Leiranco
Coordenadas Geográficas: N: 41.70652 W: -7.65650
Freguesia: Granja
Localidade: Granja
Acessos: EN 103, aproximadamente ao Km 146.

A Nor-Noroeste da aldeia da Granja, num cabeço a meio da vertente Sul da Serra do Leiranco, dominando a ampla veiga sobre o rio Terva desde Bobadela até Boticas, erguem-se os vestígios de um povoado fortificado, o Castro do Cabeço, que no seu conjunto abrange uma área de 5ha.

Segundo Fontes e Andrade (2005) este castro estava defendido por duas robustas muralhas circundantes, de aparelho poligonal irregular, antecedidas no lado Nordeste por um fosso largo e fundo, com talude exterior.

Nas plataformas interiores encontra-se ruínas de casas de planta circular, algumas com pavimentos lajeados e revelando nos troços de paredes visíveis o característico aparelho poligonal. Recolhem-se à superfície abundantes fragmentos de tégula e ímbrice, e de cerâmica micácea indígena e comum romana. Na vertente Sudeste deste castro foram identificados vestígios de tégula e de ímbrice, cuja presença, segundo estes autores, poderá indiciar a sua extensão para fora das muralhas.

No sopé, na zona Sudoeste, foi encontrado um penedo granítico, com cerca de 5 metros de comprimento por dois de largura, contendo algumas gravuras. Estas figuras, gravadas numa superfície aplanada ligeiramente virada a Sul, são constituídas por várias covinhas e alguns sulcos e encontram-se descritas no inventário do IPA (ex – Instituto do Património Arqueológico), disponibilizado na base de dados do património arqueológico (endovélico), no site do IGESPAR, individualizadas como Cabeço 2.

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 29.

Bibliografia e documentação de referência:

Alves e Reis, 2009:45-92; Azevedo, 1898:135-320; CAPELA e BORRALHEIRO, 2001; FONTES, 1992; FONTES e ANDRADE, 2005; MARTINS, 1984 (a); Martins, 1989; MARTINS, 1992; MONTALVÃO, 1971; Queiroga, 1992; SANTOS JÚNIOR et alli, 1983:411-419; SILVA, 2007; Silva e Centeno, 2000.

 

 

 

 

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