Castro Mouril
Povoado Fortificado
A Sudeste da aldeia de Pinho, na extrema Nascente da freguesia, num relevo em esporão na confluência do Corgo do Sampaio com o Rio Tâmega, encontram-se vestígios de um povoado fortificado da Idade do Ferro a que chamam Castro do Mouril.
Segundo Fontes e Andrade (2005) conservam-se, bem visíveis nos lados Oeste e Sudoeste, ruínas de duas linhas de muralha. Um fosso, com uma profundidade considerável, é igualmente visível nesta zona, parecendo estender-se para a zona Norte, onde se identificam dois pequenos taludes.Ainda de acordo com estes autores, dispersos pelo terreno observam-se aglomerados de pedras e alguns alinhamentos, que poderão corresponder a vestígios de habitações.Neste povoado não foram recolhidos elementos de cultura material, nem existem indícios de romanização.
Este sítio arqueológico, que abarca uma área de aproximadamente 4ha, engloba também um rochedo com gravuras constituídas por diversas covas, algumas agrupadas sugerindo a representação da palma de uma mão, e um pequeno lagar escavado na rocha, possivelmente de construção posterior. No inventário do IPA (ex – Instituto do Património Arqueológico), disponibilizado na base de dados do património arqueológico (endovélico), no site do IGESPAR, o Castro do Mouril, o lagar e a rocha com gravuras encontram-se individualizados nas fichas Castro de Mouril 1, Castro de Mouril 2 e Castro de Mouril 3, respectivamente.
Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 41.
Bibliografia e documentação de referência
FONTES, 1992; FONTES e ANDRADE, 2005; MARTINS, 1984 (a); Martins, 1989; MARTINS, 1992; Queiroga, 1992; SILVA, 2007; SANTOS JÚNIOR et alii, 1983:419-423; SANTOS JÚNIOR et alii, 1986:79-84 Silva e Centeno, 2000; Teixeira, 1996.~







