Outeiro Lesenho
Povoado Fortificado
O Outeiro Lesenho está classificado como Imóvel de Interesse Público pelo decreto-lei nº29/90 publicado em Diário da República de 17 de Julho de 1990. A descoberta de quatro estátuas guerreiras foram o contributo arqueológico mais significativo, que despertou o interesse científico por este povoado. Sabemos que em 1782, um intelectual da altura, Dr. Miguel Pereira de Barros, que deslocando-se a Covas do Barroso, localidade próxima do Castro “lhe mostraram as duas imagens que desde cem annos existiam no adro da egreja parochial” mandando proceder a escavações no Lesenho, sem sucesso. Em 1905 aquando uma nova visita ao local, foram encontradas mais duas estátuas, no lugar de Campos. Posteriormente as duas primeiras estátuas foram colocadas no Palácio d’Ajuda, enquanto as outras duas se encontravam no Museu Etnológico de Viana do Castelo. Foram adquiridas mais tarde pelo Drº Leite de Vasconcelos enquanto Director do Museu Nacional de Arqueologia, espaço onde se encontram até hoje. O exemplar melhor conservado, é denominado por Guerreiro Galaico, nome derivado do topónimo romano “Gallaecia” em que o Outeiro se situava, é o expoente máximo da Arqueologia Nacional e poderá representar a imagem da Divindade, Herói e/ou Príncipe de civilizações castrejas que habitaram esta região, tornando-se num verdadeiro ex-libiris tanto do município como no panorama nacional.
Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 04.
Bibliografia e documentação de referência:
ALARCÃO, 2003:116-126; Alves e Reis, 2009: 45-92; CAPELA e BORRALHEIRO, 2001; FONTE, 2006; FONTES e ANDRADE, 2005; Guia dos Castros da Galiza e Noroeste de Portugal, 2006; GUERRA, 1982; Hubner, 1871:103-105; MARTINS, 1984; MARTINS, 1992; Paris, 1903:1-8; Pereira, 1908:202-244; Pereira, 1915:1-16; Queiroga, 1992; Sarmento, 1896; SANTOS JÚNIOR et alii, 1983:401-451;SILVA, 2007; Silva e Centeno, 2000; VASCONCELOS, 1988; VERDELHO, 1997.







